Fraqueza nos controles internos, quem paga a conta?

Fraqueza nos controles internos, quem paga a conta?

Os problemas de controles internos estão em todas as áreas das empresas modernas.

Lembro-me bem dos primeiros contatos com extratos de movimentação bancária, comprovantes das maquinetas de cartão de crédito, (aquelas que somente tiravam o decalque do cartão). Um mundo de informações desconectadas, mas que de alguma maneira deveriam ser controladas para evitar cobranças em duplicidade ou mesmo o descontrole financeiro do usuário.

Pois bem; lembranças à parte, a atualidade é tecnologia pura, tudo a um simples toque no “smartphone”. Quantidade de operações e transações aos milhões por hora, talvez bilhões! O mundo não é mais o mesmo da maquineta manual de cartão de crédito. Porém com o avanço das tecnologias e internet das coisas, para o bem e conforto de todos, aumenta-se o risco do descontrole, seja por falta de conhecimento devido à complexidade cada vez maior nas transações, seja por falta de tempo, seja por falta de investimento.

Todas as empresas necessitam de controles internos como meio de proteção aos seus ativos financeiros ou físicos, mas um dos grandes desafios para a implementação de sistemas de controles internos eficientes é a resistência encontrada. Muitos afirmam que são processos burocráticos e que atrapalham os negócios, mas escândalos de perdas milionárias são manchetes recorrentes.

Os controles, devidamente estruturados, de imediato revelam anomalias, apontam aos administradores e interessados, ainda que de forma indiciária, a existência de fraudes, desperdícios, ou perdas.

Em mais de duas décadas atuando como auditor e consultor nos mais diferentes ramos de negócio, estruturas organizacionais e níveis de governança corporativa, foram raras as vezes que não me deparei com um dos principais controles existentes desatualizado, esquecido, ou até mesmo inexistente: as conciliações contábeis.

A falta de conciliação tempestiva é de fato um grande erro cometido pela administração. Muitas vezes deixa de lado esse controle e não visualiza a abertura da porta para confusão, problemas do andamento dos negócios ou prática de fraudes.

Criar um sistema de controles internos visa mitigar os riscos em que as organizações ficam expostas, gerando assim uma proteção extensiva ao investimento do acionista. Do mesmo modo que a tecnologia aumentou a exposição ao risco, dados os volumes e transações atrelados à sua complexidade, ela também permite que um trabalho, muitas vezes no passado realizado de forma manual, a conciliação, hoje seja inteligente e automatizado.

Marcus Sperandio.

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